24 de janeiro de 2007

O Cavalo Branco

Sentou-se na beira do cais,
À beira do caos que a encontrava.
Tinha um cavalo branco,
Era tímida,
E a luz do sol
Bramia seus olhos pequenos
De menina-moça.

Sentou-se no cais
À beira do caos,
Com seu cavalo branco.

Riu-se de tudo,
Da profecia,
Da profania,
De todas as prós
E as contras -
Tanto,
Que encontrou-se na vila.

Na vila de tudo,
À beira do caos,
Seu cais
Ainda era a vida.

Montou em seu cavalo branco
E bramiu o sol que a repelia.

Ria do vento
Que tocava seus olhos,
Fechados pelo torpor.