6 de maio de 2007

Rito

Autor: Wagner Dias

Num quarto de queijo e rapadura
Duram, duram
Na voz macia desse canto
Rio de janeiro e o São Francisco
Duram, duram
Na voz macia desse canto

Primeiro encontro o meu balanço
Medo e coragem na passagem
Peroba e rio, meu desafio
E as mãos atadas no ar

Bicho solto é Ariranha
Que estreita a largura das águas
E é Diadorim quem tira a vazante de mim

O menino e o canoeiro
Duram, duram
Na voz sem prazo de parar

Canoa de madeira curva
Afunda, afunda
A voz me ensina a nadar

Chico Confins, meu desafio
E as mãos atadas, amor
Que tira o medo, aurora
Amor que manda o medo embora

Bicho preso é Tatarana
Que alarga o estreito das águas
E é Diadorim quem faz a coragem em mim
Foi Diadorim quem fez a coragem em mim.