26 de julho de 2006

Si - Tu - Outro - Eu [?]

Fôra com estranheza que recebera tamanha indagação: e o que queres fazer com isso?

Nunca soubera ser algo além de um em seu dois de possibilidade e é bem verdade que imaginara a possibilidade de dois para a realidade de um, mas seus planos sempre foram divergentes. Divergiam em sis, mesmo aparentemente tão eus. Será que sabia? Doeu em si seu eu ou fôra seu eu que doêra em si?

Apagou a luz e se trancou no universo de um outro [tu], que não eu, nem si.

Eu queria a concretude das coisas, a concretude de algo além de si, talvez no outro [tu], esse outro que não. Mas o si... O si era cheio das possibilidades de e se, e se, e se eu fosse outro? [tu - ?].

Quis acordar e não pôde. O mundo revelara-se por demais escuro e não tinha nos pés as lâmpadas mágicas de Aladin. Droga!, não tinha em si as possibiliades, nem no outro [tu - ?] a concretude de seu eu. E agora? O que doía em si? O seu eu? Ou o seu outro? Quis a lâmpada mágica de Aladin.

Abriu a porta e atravessou pela janela. Chorou. Chorou num canto qualquer, como num canto de carta envelopada que se manda a alguém. Chorou no canto, de canto do que já não sabia responder e fôra com estranheza que recebera tamanha indagação: E tu? Que queres fazer com esse outro eu que não si?

Fechou os olhos e esfregou a lâmpada:

- Sim, sim. Ainda me restam os desejos.